Não sei o que queres dizer com glória, disse Alice.
Humpty-Dumpty sorriu, com desprezo. Claro que não, até que eu te diga. Quero dizer "aí tens um belo argumento que te arruma!"
Mas "glória" não significa um belo argumento que te arruma
, objectou Alice.
Quando eu uso uma palavra, disse Humpty-Dumpty, em tom de escárnio, ela significa o que eu decidir que significa, nem mais nem menos.
O problema é, disse Alice, se se pode obrigar as palavras a significar tantas coisas diferentes.
O problema é, disse Humpty-Dumpty, quem manda. Apenas isso.

Lewis Carroll, Alice no país das maravilhas




rascunhos
de
abordagens
(eventualmente)
literárias



GNM


Nasci muito perto do fim dos anos 70. O meu nascimento aconteceu às primeiras horas de um dia gelado de Dezembro, e, desde aí, jamais consegui libertar-me do frio que se fazia sentir naquele dia. A normalidade foi algo que durante toda a vida inconscientemente ansiei, mas sempre recusei. Em criança ela espreitava-me durante a noite, olhando-me do lado de fora da janela. E eu, fingindo não a ver, fechava as cortinas...

Será

⊆ segunda-feira, agosto 22, 2005 por GNM | ˜ 2 comentários »

Neste clube restrito que é o mundo,
Quem sabe o que vai cá dentro, bem lá no fundo?
Quem sabe com certeza o que fazer?
Eu não sei, mas gosto de te ver.
Sei que toda a minha vida é um engano,
Pois eu sou feroz... mas humano.
E tu, serás uma dádiva da vida?
Ou apenas a prova de que ela está perdida?
Será que vale a pena viver assim?
Será que vale apena esperar pelo fim?
Será que sabemos porque corremos?
Ou a vida é só um jogo que já perdemos?
Já sei que é loucura, sejamos loucos então
Afinal o fim da procura, jamais será a razão.