Não sei o que queres dizer com glória, disse Alice.
Humpty-Dumpty sorriu, com desprezo. Claro que não, até que eu te diga. Quero dizer "aí tens um belo argumento que te arruma!"
Mas "glória" não significa um belo argumento que te arruma
, objectou Alice.
Quando eu uso uma palavra, disse Humpty-Dumpty, em tom de escárnio, ela significa o que eu decidir que significa, nem mais nem menos.
O problema é, disse Alice, se se pode obrigar as palavras a significar tantas coisas diferentes.
O problema é, disse Humpty-Dumpty, quem manda. Apenas isso.

Lewis Carroll, Alice no país das maravilhas




rascunhos
de
abordagens
(eventualmente)
literárias



GNM


Nasci muito perto do fim dos anos 70. O meu nascimento aconteceu às primeiras horas de um dia gelado de Dezembro, e, desde aí, jamais consegui libertar-me do frio que se fazia sentir naquele dia. A normalidade foi algo que durante toda a vida inconscientemente ansiei, mas sempre recusei. Em criança ela espreitava-me durante a noite, olhando-me do lado de fora da janela. E eu, fingindo não a ver, fechava as cortinas...

Paixões humanas

⊆ terça-feira, agosto 30, 2005 por GNM | ˜ 8 comentários »

Como são curtas as eternas paixões humanas
Ilusões queimadas em chamas de amargura
Profecias sagradas refeitas em profanas
Punhais afiados que rasgam a ternura
Serão anos, serão meses, serão semanas?
Que importa. O tempo é apenas a partitura
Das musicas medíocres e levianas
Que se ouvem no caminho da loucura


8 respostas a Paixões humanas

  1. Marta Says:
    Para ñ variar... Fantástico!!! Td é eterno enqunto dura e permanece!!!
    Um poema:

    Pecado Original

    Ah, quem escreverá a história do que poderia ter sido?
    Será essa, se alguém a escrever,
    A verdadeira história da humanidade.

    O que há é só o mundo verdadeiro, não é nós, só o mundo;
    O que não há somos nós, e a verdade está aí.

    Sou quem falhei ser.
    Somos todos quem nos supusemos.
    A nossa realidade é o que não conseguimos nunca.

    Que é daquela nossa verdade — o sonho à janela da infância?
    Que é daquela nossa certeza — o propósito a mesa de depois?

    Medito, a cabeça curvada contra as mãos sobrepostas
    Sobre o parapeito alto da janela de sacada,
    Sentado de lado numa cadeira, depois de jantar.

    Que é da minha realidade, que só tenho a vida?
    Que é de mim, que sou só quem existo?

    Quantos Césares fui!

    Na alma, e com alguma verdade;
    Na imaginação, e com alguma justiça;
    Na inteligência, e com alguma razão
    Meu Deus! meu Deus! meu Deus!
    Quantos Césares fui!
    Quantos Césares fui!
    Quantos Césares fui!

    Álvaro de Campos

    Bj pa ti, bigado por teres comentado o meu... Qd kiseres...
    ************************
  2. Menina_marota Says:
    Tão verdadeiro o teu poema...


    Jinho ;)
  3. Anónimo Says:
    q seria de nós sem essas paixões, fugazes e sem sentido...


    CR
    beijo
  4. lualil Says:
    Partituras... parece que ouço o som das melodias! serão conhecidas?
    Bonito e sensível... gostei!
    beijos
  5. mfc Says:
    O efémero é a constante, a permanência a excepção....
  6. Pilantra Says:
    Desculapa... pilantra= samartaime, agora no blog abracadabra!
  7. Paula Raposo Says:
    O tempo é o nosso tempo. O tempo de ser imortal, porque quando escreves, serás imortal! Beijos
  8. Anónimo Says:
    Keep up the good work cod bontril 105 sr Taking zoloft and relacore http://www.sanyo-tv-remote.info/Magneticfieldsandtvpicturequallity.html uc berkeley maternity clothes Vacuum cleaner buyer27s guide http://www.removal-how-to-get-rid-of-cybersitter.info/samsung-mpeg-4-dvd-players.html Dolphin cruises Fax machine panasonic phone Lexapro gifts buy discount order celexa online

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